Arquivo da categoria: TREINAMENTO

TWOFLEX ADQUIRE SIMULADOR DE VOO

A TWOFLEX, uma das principais empresas de táxi aéreo do País, acaba de instalar em sua base, no aeroporto de Jundiaí (SP), o simulador de voo da aeronave turbo hélice Cessna Grand Caravan, o mesmo modelo das aeronaves da frota da companhia. O equipamento é o único no setor de taxi aéreo e aviação regional do País, e representa um diferencial significativo no alto padrão de segurança de voo da empresa. Continue lendo TWOFLEX ADQUIRE SIMULADOR DE VOO

ALIANÇA NAVEGAÇÃO E LOGÍSTICA DOA CONTÊINER DE 40 PÉS PARA UNIVERSIDADE

A Aliança Navegação e Logística, líder em cabotagem no Brasil, acaba de doar um contêiner de 40 pés para a Universidade Federal Fluminense (UFF), que transformará o espaço em um laboratório sustentável, com utilização de energia solar, sistema de captação de água da chuva e telhado verde Continue lendo ALIANÇA NAVEGAÇÃO E LOGÍSTICA DOA CONTÊINER DE 40 PÉS PARA UNIVERSIDADE

SIMULADOR: A CONDUÇÃO EM CONDIÇÕES REAIS

Por Redação Crane Brasil

Simuladores operacionais para treinamento de motoristas não são novidade no Brasil. Já há um número bastante significativo de unidades e diferentes modelos em uso em escolas de treinamento e qualificação ou mesmo em transportadoras e frotistas em vários segmentos do mercado. Um dos grandes problemas é a falta de adequação das condições simuladas e a as situações reais de condução do veículo. Essa é uma questão que parece estar resolvida nos simuladores desenvolvidos pela Simbra, Simuladores do Brasil, por inúmeras razões. Continue lendo SIMULADOR: A CONDUÇÃO EM CONDIÇÕES REAIS

MAMMOET APRESENTA SUA REALIDADE VIRTUAL

simulador mammoet ptc 2 trein 15A Mammoet lançou um tipo de guindaste que simula virtualmente uma operação, em sua unidade de treinamento, localizada na Holanda. Com o desenvolvimento de um simulador para o equipamento PTC, a empresa pretende ensinar operadores a lidarem com o maior guindaste de seu portfólio, o PTC 140/200 DS.

O simulador replica o sistema operacional de forma idêntica, com a cabine da mesma forma, telas em HD para visualização e estação do instrutor. A nova geração de equipamentos PTC possui tecnologias mais sofisticadas, com uma grande quantidade de sensores, computadores e indicadores para monitoramento e controle do içamento. Há uma grande quantidade de joysticks e e interruptores para ajustes de velocidade, altura, distância, entre outros fatores. Dessa forma, os operadores podem ser treinados como se realmente estivessem numa operação real, inclusive em características como o assento do equipamento e os ruídos provocados.

Além disso, diferentes cenários podem ser criados para simular as mais diversas condições, em relação ao clima, ao local de trabalho e à carga. Um dos grandes ideais pensados pela Mammoet no desenvolvimento do simulador é no quesito de segurança. Com a realidade virtual, as equipes poderão identificar possíveis riscos e já se prevenir quando o içamento for executado.

SENAI EM CAXIAS DO SUL FECHA PARCERIA COM A ALEMÃ ZEISS

senai-caxiasNeste segundo semestre, os alunos do novo curso de metalurgia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, vão poder usufruir de um novo laboratório composto por 12 microscópios e 10 estereomicroscópios, todos produzidos pela ZEISS – empresa alemã referência em microscopia, responsável pela produção do primeiro microscópio do mundo, em 1847. O novo curso oferece um aprendizado focado em aulas práticas e soluções de problema com o intuito de preparar profissionais qualificados que irá suprir a necessidade das indústrias da região nas áreas metalúrgica, siderúrgica, automotiva, naval, petrolífera, química, entre outras.

Trata-se do único curso de metalurgia do SENAI no Rio Grande do Sul, tendo duração de dois anos e dividido em quatro módulos, um a cada semestre. De acordo com o Coordenador de Educação Profissional e Tecnologia do Instituto SENAI de Tecnologia em Mecatrônica Caxias do Sul, Ernesto Manfro, por módulo, as inscrições estão abertas para até 40 alunos com idade a partir de 16 anos e matriculado na segunda série do ensino médio ou com ensino médio concluído. “O laboratório em que se encontram os equipamentos ZEISS será compartilhado com outros cursos do Instituto, que hoje possui cerca de mil alunos matriculados”, comenta Ernesto. A aplicação prioritária dos microscópios e estereomicroscópios será a análise de metais, principalmente no primeiro módulo do curso de metalurgia que contempla a disciplina Processos de Transformação de Metais Ferrosos e Não-Ferrosos.

Para a ZEISS, a parceria com o SENAI tem grande importância, pois os cursos fornecem capacitação técnica e atualização a um grande número de profissionais que podem aprender usando os sofisticados equipamentos da empresa alemã. “Nossos microscópios e estereomicroscópios podem ser empregados tanto em sala de aula, quanto na rotina da indústria, atuando em todas as áreas da metal-mecânica, desde metalografia (estudo dos metais) até análise de falha”, explica Guilherme La Serra, Especialista da ZEISS em microscopia para materiais.

Além desses equipamentos, os alunos poderão trabalhar com tablets integrados aos microscópios e com aplicativo também desenvolvido pela empresa alemã. Esse aplicativo permite uma série de vantagens ao usuário que pode realizar a análise de materiais sem a necessidade de um computador, gera relatórios e identifica a objetiva utilizada no momento da ampliação. Com o nome de Matscope, esse aplicativo pode ser baixado gratuitamente pelos alunos e profissionais da área.

De acordo com Cléber Augusto Domingues, Gerente Regional de Microscopia da ZEISS, a escola SENAI é muito conceituada no ensino técnico e, portanto, ter os equipamentos da empresa disponíveis neste laboratório reforça o compromisso com os avanços na área industrial. “Quando estes alunos forem ao mercado de trabalho, estarão bem preparados para enfrentar o dia a dia de uma indústria de grande porte”, conclui Cléber.

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

treinamento_operadorA norte-americana Crane Industry Services LLC, especializada em treinamento e consultoria na área de elevação de cargas, lançou um curso com foco na responsabilidade do operador e dos demais integrantes da equipe para a segurança na operação com guindastes. Na visão da empresa, o compartilhamento de responsabilidades entre operador, supervisor, sinaleiro e outros profissionais, com base nas decisões tomadas e orientações expressas, encontra apoio em normas vigentes nos Estados Unidos, como OSHA e ASME.

O curso oferecido pela empresa engloba tópicos como a seleção do tipo de guindaste mais adequado, as normas OSHA e ASME, a preparação do local de trabalho, a montagem e desmontagem dos equipamentos, a utilização do gráfico de cargas, a correta operação e sinalização e a definição de papéis e responsabilidades na equipe. Além disso, a programação contempla ainda as medidas necessárias para o içamento de cargas próximo a linhas de energia, as documentações envolvidas na operação e o plano de rigging, entre outros tópicos.

PROGRAMAS MENSAIS DE MANUTENÇÃO DA TADANO

treinamento-tadanoA Tadano Brasil  está dando sequência, em seu novo escritório, localizado em Jandira (SP), a uma programação treinamentos mensais, ou conforme a necessidade manifestada pelos seus clientes. Neste primeiro momento, a Tadano Brasil está ministrando treinamento de manutenção básica de sua linha de guindastes GR, através de seu engenheiro de serviços Miguel Tadano. A programação começou com o o curso “Treinamento Básico de GR” (guindaste para terrenos acidentados) entre os dias 17 e 21 de fevereiro e 24 e 28 de março. Esstiveram presentes diversos clientes como Primax, Andrade Gutierrez, Lau Rent e Guindastec. Futuramente, serão disponibilizados outros treinamentos como o já oferecido no ano passado Treinamento Básico de ATF, da linha de guindastes para todo tipo de terreno, contando com a presença de um engenheiro alemão da Tadano Faun.

LIEBHERR DIVULGA CURSOS PARA GUINDASTES

Treinamento-LiebherrDentro da programação de treinamento prevista para 2014, a Liebherr contemplou uma grade de cursos voltados para operadores e profissionais de manutenção que trabalham com guindastes da marca. Os cursos, ministrados por instrutores da própria Liebherr, contam com uma ampla estrutura de apoio montada em seu centro de treinamento, em Guaratinguetá (SP), que inclui duas oficinas para montagem e desmontagem de componentes, simuladores de operação, salas de informática e videoconferência.

A programação dos cursos, que abrange toda a linha de guindastes da marca (sobre rodas, sobre esteiras, gruas, guindastes portuários e offshore), contempla desde suas respectivas tabelas de carga e a influência dos ventos sobre a operação, até os sistemas de controle eletrônicos utilizados, o funcionamento dos equipamentos, seus dispositivos de segurança, os planos de inspeção e o conhecimento dos componentes, como os sistemas hidráulico e eletroeletrônico, entre outros.

A programação dos cursos se estende ao longo de todo o ano de 2014 e também pode contemplar aulas in company, de acordo com a demanda dos clientes. Maiores informações, como as datas de cursos relativos a cada modelo da marca, podem ser obtidas junto à área de treinamento da Liebherr (fone: 12 2131.4651 / email: centro.treinamento@liebherr.com).

IBC: TREINAMENTO PARA MILITARES

haiti2Três militares brasileiros que integram a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) participaram, de 24 a 28 de março, de um programa de reciclagem para operadores experientes de guindastes, nas instalações do IBC – Instituto Brasil Canadá, em Carapicuíba (SP).

O treinamento foi realizado em duas etapas. Primeiro a parte teórica, que consistiu em dois dias de treinamento em sala de aula com apresentação de material multimídia, sendo realizados exercícios e prova teórica. Seguida da parte prática, com três dias de treinamento em campo com o guindaste TEREX T335-1/35t, sendo realizados inúmeros exercícios de operação, bem como todos os procedimentos para check-list da máquina.Participaram do treinamento no IBC, Alsion Soares Castelo Branco (3°SGT), Júlio César Porto Ferreira (3° SGT) e Mateus Santos De Loreto (SD).

haitilogo

O chamado componente militar da MINUSTAH objetiva contribuir para a manutenção de um ambiente seguro e estável no Haiti e atua no apoio às atividades de assistência humanitária e de reconstrução de toda infraestrutura do país, que foi destruída ou seriamente comprometida no terremoto de 12 de janeiro de 2010 e nos outros tremores que se seguiram.

 

 

LICENÇA PARA ELEVAR CARGAS

No Brasil, os motoristas precisam de uma licença específica para dirigir carros. Se quiserem andar de moto, a habilitação é outra. Dirigir caminhões é ainda mais difícil, os motoristas passam por mais etapas e precisam de uma carteira ainda mais especializada. Porém, quando um brasileiro deseja operar guindastes, ele não precisa de habilitação ou algum tipo de autorização. Não há requisitos necessários para operadores e esse é um fator que gera preocupação, pois há cargas com várias toneladas, o que significa que um acidente pode representar um tremendo desastre.

Em 2009, o Brasil era um dos países com maior número de acidentes no setor de construção civil em todo o mundo. Somente no estado de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) apurou que nove pessoas morreram até julho do ano passado. Em todo o ano de 2010, houve seis mortos. No início de 2011, o Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo apresentou o dado de que a cada cinco pacientes tratados, um deles trabalhava na construção civil. O HC estima que, em todo o tratamento de um trabalhador desse setor que se fere gravemente, cerca de R$ 68 mil são investidos em sua recuperação. Desde o começo de 2012, os membros da Federação Internacional de Plataformas Aéreas (IPAF) precisam apresentar e reportar seus acidentes para a formulação de um relatório que contabilizará as mortes e ferimentos envolvendo plataformas.

Joel Oliva e Graham Brent, da NCCCO
Joel Oliva e Graham Brent, da NCCCO

Por conta desse vazio existente na indústria nacional de guindastes, a National Commission for the Certification of Crane Operators (NCCCO, sigla em português para Comissão Nacional para a Certificação dos Operadores de Guindastes), também conhecida como CCO, tem recebido contatos de empresas brasileiras que visam melhorar o desempenho de seus operadores. A CCO é uma empresa totalmente independente e não faz o treinamento de operadores, mas oferece uma certificação para quem passe em seus testes. Há um teste escrito, que leva em torno de uma hora, e o exame prático, que em média, demora de 30 a 45 minutos. “Mas depende muito das habilidades do operador, alguns acabam sendo mais rápidos na hora de operar a máquina”, lembra Joel Oliva, gerente de programas da CCO para a América Latina.

Criada em janeiro de 1995 sem fins lucrativos, a empresa surgiu para diminuir o número de acidentes nos Estados Unidos e desenvolver padrões de desempenho eficazes para a operação segura de guindastes. “Até 1995, os EUA viviam uma situação similar ao Brasil de hoje, onde há muitos guindastes, muitas construções e, consequentemente, acidentes. A indústria viu que era hora de fazer algo para aquilo acabar”, afirma Graham Brent, diretor executivo da CCO. A segurança é o objetivo prioritário da empresa, mas sua proatividade foi um fator fundamental. O Governo norte-americano não tem nenhum envolvimento com a organização, apesar de que a OSHA, órgão federal de Segurança Operacional e Administração de Saúde, aprova o exame. A empresa se antecipou ao governo, vendo a necessidade da indústria. “O governo provavelmente não teria conhecimento e expertise suficiente para elaborar um programa adequado aos operadores”, completa Brent.

Locadoras, construtoras e outras empresas do ramo dos Estados Unidos se uniram e alavancaram a companhia, vendo essa necessidade existente na indústria. Em 1996, 800 operadores foram testados. E com o passar dos anos, a CCO foi se tornando mais e mais importante. “No começo, fazíamos testes somente para operadores de guindastes móveis. Hoje, temos 20 certificações para nove diferentes tipos de guindastes, como os articulados, com lança treliçada, sobre esteiras, gruas, entre outros”, comemora Brent. Além disso, graças à grande diminuição de acidentes de operadores, houve outra mudança. “Se você não tem operadores certificados pela CCO, você pode ter que pagar mais pelo seguro. O certificado oferece um desconto, pois o operador representa um risco menor”. Comparando os anos de 2002 a 2005 com 2005 a 2008, houve uma queda de 80% de acidentes fatais e de 57% de acidentes sem mortes no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, onde a empresa tem forte atuação recente. “Por causa de nossos números, já recebemos convites de empresas da China, Índia, Turquia e de Omã. Há um interesse mundial”, revela Brent.

NCCCO no Brasil

Exemplo de um manual do candidato, da CCO
Exemplo de um manual do candidato, da CCO

A organização certificou, em julho de 2011, o primeiro grupo de operadores brasileiros, pertencentes à Guindastec. No total, foram 13 operadores que realizaram os testes escrito e prático e que possuíam experiência variada. Alguns deles tinham 15 anos de trabalho, outros, três meses. O exame teórico precisou passar por um processo de tradução e teve inclusive a ajuda de Nilson Rocha, diretor da Guindastec. “No geral, o grupo foi muito bem. Eles consideraram um exame complicado, mas muito eficiente. Tiveram mais dificuldade em calcular os pesos das cargas no exame teórico. No prático, estavam nervosos, mas foram ótimos. No fim das contas, se você é um bom operador aqui, você é um bom operador em qualquer lugar”, afirma Oliva. A tradução acabou representando certo problema. Os operadores tiveram dificuldades com alguns trechos, mas quando Rocha leu essas passagens em voz alta durante a prova, eles entenderam.

A CCO espera certificar um novo grupo brasileiro ainda em 2012, com cerca de 30 operadores. Para isso, além da Guindastec, já estão em contato com outras empresas, como Locar, Makro Engenharia e Tomé. “São grandes companhias, que já possuem estabilidade e segurança aqui. Está acontecendo exatamente o mesmo processo que nos Estados Unidos, onde as melhores empresas viram a necessidade de diminuir os riscos e se prevenir. Logo depois, empresas menores resolveram seguir os seus passos”, ressalta Oliva. Os novos testes e o relacionamento com as empresas estão sendo desenvolvidos junto ao Sindipesa e à Sobratema. Aliás, foi João Batista Dominici, vice-presidente executivo do Sindipesa, quem solicitou o retorno da CCO ao Brasil neste ano. Outra semelhança com o país norte-americano é a ideia da empresa de trazer para o Brasil, no período inicial, somente a certificação para guindastes móveis. Aos poucos, certificações para outros tipos de equipamentos viriam.

Deixar de treinar e certificar seus operadores pode acabar custando muito caro para uma empresa e até para a sociedade. Mais do que multas a serem pagas pelas companhias, os acidentes podem custar vidas. É um caminho sem volta para uma ação muito simples, mas ainda pouco realizada no Brasil. Entretanto, esse é um processo que parece estar se invertendo. Nos últimos anos, a indústria tem mostrado preocupação com a segurança e a NCCO já vê o País como o mercado global mais interessante, pelo grande potencial econômico e pelo alto número de obras sendo realizadas, em especial por causa da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, quando o mundo todo estará de olho no Brasil.