Arquivo da categoria: NOMES E NOTAS

HYVA AMPLIA REDE DE DISTRIBUIDORES AUTORIZADOS

hyvaA Hyva está presente nos 27 estados do país, contando agora com 31 distribuidoras autorizadas em território nacional, mais oito unidades autorizadas distribuídas pela América Latina. Cabe destacar que a infraestrutura da marca está aliada ao exclusivo atendimento pós-vendas diferenciado no mercado, presente em 29 representantes autorizados no Brasil e sete na América Latina. Tradicional fabricante de cilindros, kits hidráulicos, pisos móveis e guindastes articulados, a Hyva do Brasil atua em duas plantas fabris no polo metalmecânico de Caxias do Sul (RS). Fundada em 1995 a empresa é a única subsidiária sul-americana do Grupo Hyva, o maior fabricante mundial de cilindros hidráulicos telescópicos.

O Gerente Comercial de Guindastes, Rodrigo Werlang, ressalta a ampliação da participação da empresa no mercado com o aumento da rede de distribuidores e projeta um sinal da retomada do crescimento em âmbito nacional. A Hyva conta com duas unidades independentes, sendo uma de 8 mil m² de área construída, responsável pela produção dos hidráulicos da marca e a outra de 12 mil m², pelos guindastes articulados – com capacidades que variam de 1 a 74 tm (tonelada-metro) sendo que até 60 tm são produzidos na fábrica brasileira. Desta forma, a Hyva pode oferecer equipamentos a pronta entrega com produtos devidamente nacionalizados, possibilitando assim o financiamento através do FINAME.


Quem é a Hyva

 

Tradicional fabricante de cilindros, kits hidráulicos, pisos móveis e guindastes articulados, a Hyva do Brasil atua em duas plantas fabris no polo metalmecânico de Caxias do Sul (RS). Fundada em 1995 a empresa é a única subsidiária sul-americana do Grupo Hyva, o maior fabricante mundial de cilindros hidráulicos telescópicos. Suas duas unidades independentes são responsáveis pela produção dos hidráulicos da marca e guindastes articulados – com capacidades que variam de 1 a 74 tm (tonelada-metro) em fábricas de 8 mil m² e 12 mil m² de área construída respectivamente.

A infraestrutura da Hyva conta com alta capacidade tecnológica, produtiva, ampla rede de distribuidores, assistência técnica, e logística o que a torna responsável não apenas pela demanda do Brasil, mas também dos países da América do Sul, América do Norte, Ásia e Europa, onde possui escritórios para melhor atender seus clientes. Vale lembrar que a empresa está presente nas 27 unidades federativas brasileiras, sendo que nos estados onde não há representante nomeado, o atendimento acontece direto da fábrica.

REPOSIÇÃO DE PNEUS PESADOS VIA INTERNET E APPs

 

bigtires2bxO Grupo BigTires, pioneira no comércio eletrônico (E-Commerce) de pneus pesados para os segmentos agrícola e industrial OTR, está ampliando o número de parcerias com fabricantes globais. Recentemente, firmou acordos com a Westlake e a Titan Pneus do Brasil, ampliando sua atuação nos segmentos de agronegócio, mineração, construção civil e transportes. O faturamento do grupo cresce em média 10% ao mês no biênio 2015/2016. A página oficial da BigTires na internet, www.bigtires.com.br, recebe uma média de 30 mil acessos por mês.A BigTires conta atualmente com 45 representantes em diversos estados do Brasil –equipes comerciais fixas na matriz e filiais nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pará e Minas Gerais. O sistema de vendas online inclui canais para atendimento pelo WhatsApp, Skype, Chat on-line, e- mail e 0800

BRIDGESTONE EXPLICA AS ESTRUTURAS DO PNEU

pneus-estruturaOs pneus são o principal elo entre o veículo e o solo. Eles suportam a carga do veículo e absorvem os impactos do terreno. Além disso, eles exercem influência em todo o comportamento dinâmico de um carro e suas boas condições favorecem a segurança do motorista e dos passageiros.

Mesmo sendo um bem durável e importante item de segurança, a maioria das pessoas não conhece todas as partes que compõem um pneu”, alerta José Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone. “O pneu possui diversos componentes cujas funções influem diretamente nos sistemas de suspensão, transmissão, tração, direção e frenagem. Seu conhecimento adequado ajuda o consumidor a ter mais segurança e economia com o seu veículo”, diz.

Estruturas de um pneu:

 Banda de rodagem: é a única parte do pneu em contato com o solo. O desenho da banda de rodagem afeta a aderência em pisos secos e molhados e influência diretamente a emissão de ruído e a drenagem de água. A banda de rodagem possui os seguintes elementos principais:

– Sulcos: servem para drenar a água, evitar deslizamento, refrigerar e reduzir ruídos. São neles que se encontram os TWIs (Tread Wear Indicator) que sinalizam quando o pneu deve ser trocado.

– Ombro: essa parte do pneu é uma das que mais sofrem pelos desgastes excessivos. É uma área de grande esforço, pois recebe a força lateral durante as curvas e tem arrastes intermitentes.

– Barras: as barras geram a tração e são a parte em contato com o solo.

– Ranhuras: auxiliam a drenagem de água e a refrigeração do pneu. As ranhuras também são responsáveis por diminuir a ressonância.

  • Lateral: possui borracha com propriedades específicas mais resistentes à fadiga gerada pela grande solicitação de flexão e extensão, além do envelhecimento devido ao tempo de exposição a ações climáticas. Também sofre abrasões intermitentes devido a roçamentos.
  • Talão: é formado por fios de aço banhados por cobre e revestido individualmente por borracha para evitar a oxidação e facilitar a adesão. O talão fixa o pneu na roda de maneira a evitar o vazamento de ar e garantir que não ocorrerá destalonamento durante a solicitação normal de uso. 
  • Carcaça: também possuindo direta influência no desempenho, a carcaça é formada por cordonéis de poliéster, nylon ou aço. As lonas de corpo recebem uma camada de borracha de ambos os lados   para aumentar a adesão e evitar atrito interno. A carcaça resiste à pressão, suporta peso, choques,   esforços gerados pelo torque do motor e aquecimento gerados por alta velocidade.
  • Cintas estabilizadoras: as cintas têm influência direta no desempenho do pneu, na dirigibilidade, no conforto e em sua durabilidade. Cada cinta é formada por fios de aço de configurações específicas para determinadas aplicações e é revestida de borracha para facilitar a adesão com outros compostos de borracha. Tem a função de proporcionar estabilidade na zona de rodagem, proteger a carcaça de impactos e perfurações, além de restringir o diâmetro do pneu.
  • Estanque ou liner: presente nos pneus sem câmara de ar, o estanque é o revestimento interno formado por camadas de borracha que protegem a carcaça contra umidade, além de estancar o vazamento do ar comprimido, evitando a perda de pressão do pneu.

    

CHINA AUTOMOTIVE SYSTEMS INAUGURA SUA PRIMEIRA FÁBRICA NO BRASIL

caasNo próximo dia 16 a Chine Automotive Systems realiza o evento de lançamento de suas operações no Brasil, que contará com as presenças do prefeito da cidade de Guarulhos, Sebastião Alves de Almeida, do prefeito da cidade matriz chinesa, de executivos da empresa e outras autoridades internacionais.

 

A CASS é fabricante global de sistemas de direção, tais como:

  • Caixa de Direção tipo Pinhão e Cremalheira para sistemas mecânicos, hidráulicos e elétricos (C-EPS, P-EPS, R-EPS);
  • Caixa de Direção tipo esfera “recirculante” para sistemas hidráulicos de veículos comerciais.

Segundo o fabricante, as principais vantagens em relação aos produtos de mesma linha existentes no mercado são: o alto nível de confiabilidade e durabilidade, o baixo nível de ruído e, claro, custo.

Sobre a CAAS do Brasil

Com base na província de Hubei, República Popular da China, a China Automotive Systems, Inc. é um fornecedor líder de componentes e sistemas de direção mecânica, hidráulica e elétrica para a indústria automobilística chinesa.

Operando por meio de oito joint-ventures Chinesa-estrangeiras, a companhia oferece uma gama completa de sistema de direção para automóveis de passageiros e veículos comerciais, e conta com uma capacidade de produção anual de mais de 6 milhões de conjuntos de caixas e colunas de direção.

Sua base de clientes é composta pelos principais fabricantes de automóveis Asiáticos: China FAW Group, Corp., Dongfeng Auto Group Co., Ltd., BYD Auto Company Limited, Pequim Henglong Automotive System Co., Ltd., Beigi Foton Motor Co., Ltd.,e Chery Automobile Co., Ltda. Na América do Norte fornece para a FCA e Ford Motor Company.

Em 2012 iniciou seus negócios no Brasil com um escritório comercial na cidade de Guarulhos/SP. No ano seguinte iniciou o desenvolvimento do primeiro produto para a FCA. Já em 2014 montou sua primeira planta fora do Continente Asiático. Em 2015 lançou o seu primeiro desenvolvimento no mercado brasileiro para Agrale. Em 2016 inicia a produção no Brasil com a inauguração de sua planta de montagem e lança seu produto junto à FCA.

MERCEDES BENZ COMPLETA SEIS DÉCADAS NO BRASIL

conectividadeEm 2016, a Mercedes-Benz do Brasil chega aos 60 anos.  Em evento na fábrica em São Bernardo do Campo (SP), dia 28 de abril, a empresa exibiu alguns modelos do seu  “Museu do Cliente”. Com a colaboração de diferentes empresas de transporte, foram expostos um caminhão L 7500 importado, ano 1952, da Covre, e um LP 331, ano 1961, da Supermix, veículos utilizados ativamente na construção e desenvolvimento de Brasília e do Brasil. Ao lado deles, dois ônibus clássicos ganham destaque: um O 355 da Viação Garcia, que trouxe novo padrão de conforto ao transporte de longa distância e um O 321 do acervo da Mercedes-Benz, o primeiro monobloco do País. Também estarão expostos no “Museu do Cliente” a Sprinter de 1997, e o 190 SL, roadster que há mais de 60 anos no portfólio da marca se consolidou como um ícone entre os automóveis dos sonhos da Mercedes-Benz.

No espaço exclusivo para modelos do portfólio atual da Mercedes-Benz, estiveram expostos o novo caminhão extrapesado Actros, ; o chassi de ônibus urbano O 500 U, o  Vito na versão de passageiros luxo; e o sedan Classe C 180 Exclusive, modelo que está em produção na nova fábrica da Empresa em Iracemápolis (SP), onde o SUV compacto GLA começará a ser produzido este ano.

Como atração especial para o evento dos 60 anos, a novidade foi o Caminhão do Futuro 2025 da Mercedes-Benz, veículo de condução autônoma. Para alcançar esse objetivo, a Mercedes-Benz conectou os sistemas de assistência já existentes com sensores aprimorados do inovador Highway Pilot. Assim, a condução autônoma já é possível em velocidades realistas e em situações de trânsito em rodovias expressas.mb60anos (8)

Em seus 60 anos de intensas atividades, a Mercedes-Benz do Brasil acumulou números impressionantes. Já são 2.120.000 veículos comerciais produzidos no País: 1.450.000 caminhões e 670.000 ônibus. Além disso, são mais de 2.900.000 motores.

A empresa ocupa liderança histórica nas vendas de veículos comerciais. No segmento de ônibus, são 60 anos de liderança, posição que já se confirmou no primeiro trimestre deste ano. Aliás, nos primeiros três meses de 2016, a marca também liderou as vendas de caminhões no Brasil.

A liderança da marca também está refletida na frota circulante nacional: de cada 10 caminhões que circulam no Brasil, 4 são Mercedes-Benz. E de cada 10 ônibus, 6 levam a marca da estrela de três pontas.

Durante os 60 anos de atividades no País, a Mercedes-Benz do Brasil é também a maior exportadora de veículos comerciais do País, tendo atendido mais de 60 países de diversos continentes. Cerca de 432.000 caminhões e ônibus foram exportados nessas seis décadas.

Também é o maior fabricante de veículos comerciais da América Latina. Sua planta de São Bernardo do Campo é a maior do Grupo fora da Alemanha para veículos comerciais Mercedes-Benz. É também a única da Companhia a produzir caminhões, chassis de ônibus e agregados, como motores, câmbios e eixos, em um só local.

A fábrica de São Bernardo produz caminhões das linhas Atego e Axor, enquanto a planta de Juiz de Fora (MG) responde pelo Accelo e Actros. A unidade de Campinas, no interior paulista, conta com a linha de produção de peças remanufaturadas RENOV. Além disso, abriga a Central de Armazenamento e Distribuição de Peças e as demais atividades da área de Peças & Serviços ao Cliente, o que inclui toda a estrutura de assistência técnica, Central de Relacionamento com o Cliente e área de Treinamento para clientes e concessionários, entre outros. Recentemente, a Empresa passou a contar com mais uma unidade produtiva no Brasil, inaugurando a fábrica de automóveis de Iracemápolis (SP).

FEIRA DE BAUMA APONTA TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS PARA IÇAMENTO

 

Liebherr

Dentre os equipamentos de elevação de carga, a Liebherr destacou a nova linha de guindastes hidráulicos de aplicação rápida L1, com giro embaixo e auto montáveis. A proposta é de equipamentos compactos, fortes e que ofereçam a máxima segurança. A área de guindastes móveis sobre esteiras e pneus apresentou três novos modelos – o guindaste móvel de 5 eixos e 250 toneladas LTM 1250-5.1 e o guindaste sobre esteiras LR 1500, de 500 t (já apresentados em evento na fábrica de Ehingen no ano passado). Novidade mesmo foi o guindaste móvel sobre pneus de 8 eixos, com braço telescópico longo, e facilidade de set up no local de trabalho. O novo LR 1100, com melhorias no transporte, instalação, capacidade de carga e facilidade de uso, também foi apresentado e estará disponível já a partir deste ano. A Liebherr também lançou o manipulador de materiais LH 110 C High Rise Port Litronic, com capacidade de 20 m e alcance de até 10 t.

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Na Tadano, o principal lançamento foi o guindaste para todo terreno e carro-chefe ATF 600G-8, com capacidade de elevação de 600 t e o diferencial exclusivo da marca – o sistema Triple-Boom, que não requer o transporte ou manuseio de um sistema separado de suspensão da lança – o que resulta em diminuição de tempo e custos de transporte, operação e montagem deste sistema. Ao contrário das lanças telescópicas convencionais, o inovador sistema triple-boom consiste em três cilindros telescópios que proporcionam, especialmente, um elevado grau de rigidez à torção e à flexão. Durante a feira, a Tadano demonstrou os novos recursos embarcados e as atualizações de sua linha ATF. Também foram exibidos outros dois modelos: o GR-1450EX (GR-1600XL), da linha de guindastes robustos para terreno acidentado, e o GTC-800 da linha de guindastes sobre esteira com lança telescópica. Clientes da marca também puderam visitar a fábrica da TADANO FAUN GmbH em Lauf / Pegnitz (região da Franconia), a 185 km de Munique.

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Quatro guindastes Grove GMK todo terreno foram expostos no estande da Manitowoc Cranes na Bauma 2016, incluindo três novos modelos  apresentados pela primeira vez. Entre os guindastes da linha GMK, foram exibidos o GMK5250L com capacidade de 250 t, e o GMK4100L-1, com capacidade de 100 t, o GMK6400, com capacidade de 400 t e o GMK5250L, lançado na metade do ano passado. As maiores novidades por certo vieram no modelo GMK4100-1 – sucessor do GMK4100 L, o primeiro guindaste de 100 t com quatro eixos. A nova versão tem um único motor (podendo carregar mais contrapeso e, portanto, ganha em capacidade de elevação). Também oferece melhores tabelas de carga, com seu conjunto completo de contrapesos ou na configuração de transporte rodoviário com um peso bruto do veículo de menos de 12 t por eixo. Com lança de 60 m, também é mais compacto que seu antecessor (largura de 2,55 m) e seu transportador é 0,5 m mais curto.

Freigelaende Sued, Palfinger
A PALFINGER apresentou em Bauma vários novos equipamentos de sua linha de produtos, incluindo a nova plataforma aérea de trabalho, P750. Esse modelo caracteriza-se por uma altura de trabalho de 75 m e alcance lateral de 39 m. Ele completa a nova geração Jumbo Class , onde o X-jib hidraulicamente operado entre a lança superior e o cesto proporciona recursos únicos de posicionamento e precisão no trabalho. O equipamento pode ser controlado individualmente e atinge uma área de trabalho de 240 graus – complementado por uma rotação do cesto de 2 x 200 graus. Os modelos Jumbo Class NX contam com espaço coberto para ferramentas e equipamentos.

A Terex Cranes apresentou algumas novidades para o mercado. A empresa, por exemplo, discute a existência de um DNA comum entre os equipamentos, com a possibilidade de se compartilhar componentes. Os guindastes AT Terex já são produzidos com esse conceito. Outra novidade foi o kit Boom Booster para o guindaste sobre esteiras Superlift 3800, que gera um aumento de 30% da capacidade de içamento.  Também como destaque para o ano surge o sistema de controle IC-1 Plus, que calcula as capacidades de içamento de acordo com o posicionamento do guindaste, a lança, o ângulo de operação. Isso resulta em maior segurança para a execução dos projetos.

 

 

 

 

 

 

 

CHINESES QUEREM PARTICIPAR DE FERROVIA INTEROCEÂNICA

XCMGEm fevereiro, o presidente mundial do grupo XCMG, Yansong Wang, e o presidente da XCMG Brasil, Jisheng Cui, visitaram o Estado do Acre e reuniram-se com o governador Tião Viana. Na ocasião, Wang destacou a importância da parceria Brasil-China e o interesse em participar do Projeto de ferrovia interoceânica, que ligará o Acre aos portos do Peru, no Pacífico. É um projeto que certamente será viabilizado, porque atende diretamente ao interesse dos importadores chineses. “O Acre é um estado estratégico para alcançar os países andinos. Somente a  XCMG tem estabelecido um fundo de investimentos de R$ 30 milhões para o Brasil. E até maio finalizaremos o projeto da ferrovia e esperamos que o governo do Brasil dê prioridade”, explicou Yansong Wang.

PERNAMBUCO EXPORTA PÁS EÓLICAS PELO PORTO DE SUAPE

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Fotos:  Eduarda Azoubel

O diferencial do Estado de Pernambuco em abrigar em seu território um complexo industrial e portuário está rendendo bons resultados para a economia local. Pela primeira vez em 37 anos, o Porto de Suape está exportando pás eólicas (peças parecidas com asas de avião, utilizadas nos geradores de energia limpa a partir do vento). Ao todo, 51 pás eólicas (o equivalente a 627 toneladas em volume de carga) que seguirão para os Estados Unidos em direção aos parques eólicos do país.  As peças chamam atenção pelo tamanho: cada lâmina chega a medir entre 40 a 70 metros.

A ação é fruto da parceria de três grandes empresas dos setores de energia eólica e de logística. A General Electric (GE) comprou os equipamentos construídos pela LM Wind Power e negociou com representantes do EUA. Em seguida, a GE contratou os serviços da Localfrio Suape para comandar o processo de armazenamento das cargas e de logística para a exportação das pás.

A Localfrio Suape destacou que a situação cambial, desfavorável para as importações, vem favorecendo muito a exportação de produtos brasileiros. “Fechamos grandes operações voltadas ao mercado externo. O manuseio e armazenagem das 51 pás eólicas, destinadas aos Estados Unidos, é um exemplo deste trabalho”, comentou Ricardo Oshiro, superintendente da empresa. A Localfrio Suape conta com 91.000 m² de área alfandegada para acomodar diversos tipos de carga, inclusive as de grande porte. Por sua boa atuação no setor, a empresa conquistou em 2015 a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal do Brasil.

Para Suape, a novidade representa um ganho significativo nas movimentações. “Operações como essa são possíveis porque o Porto de Suape conta com boa infraestrutura portuária. Além disso, não podemos deixar de destacar a união de diversos atores na operação como a mão de obra oferecida pelo Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto de Suape (OGMO), além do acesso fácil ao Porto, com rodovias de qualidade”, comentou Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária do Complexo.pas-destaque

EXPORTAÇÕES EM SUAPE – Em 2015, o Porto de Suape embarcou 1 milhão de toneladas de cargas para a exportação. Os países que mais receberam cargas embarcadas em Suape foram Antilhas Holandesas, Holanda, Argentina, Itália e Espanha. Cargas conteinerizadas, óleo combustível, petróleo bruto, açúcar e óleo diesel foram as principais mercadorias exportadas. No Porto de Suape, características como a facilidade de atracação, a profundidade do porto que permite a chegada de navios de grande calado, o tamanho do cais e a capacidade do piso são diferenciais no embarque e desembarque das grandes peças. Para incentivar a exportação de pequenos produtores da região Nordeste, Suape lançou no início deste ano o Projeto de Consolidação de Cargas para Exportação (PCCE) que tem como principal objetivo auxiliar pequenos produtores a exportarem seus produtos para o mundo.

 

 

 

COMBILIFT APRESENTARÁ NOVAS OPÇÕES PARA MOVIMENTAÇÃO NA INTERMODAL

 

combiliftIntensificando sua participação no mercado brasileiro em seu oitavo ano de atuação, a Combilift oferece três linhas de produto e tem como diferenciais a promessa de ganhos de espaço e produtividade. São empilhadeiras articuladas para cargas paletizadas, soluções para desova e estufagem de contêineres; empilhadeiras multidirecionais para cargas longas e o  movimentador universal, equipamento capaz de empilhar contêineres e movimentar torres e pás eólicas em praticamente qualquer terreno.

O modelo de negócios da Combilift inclui uma consultoria oferecida sem custo para seus clientes potenciais apresentando os ganhos que podem ser obtidos pela compactação do seu estoque e pela redução de sua frota de equipamentos. Uma equipe estará prestando este serviço nas feiras para os visitantes. Vale lembrar também que a Combilift trabalha com venda direta, leasing operacional ou locação de equipamentos.

 

Mais informações:  www.combilift.com.br

 

 

 

PROJETOS EÓLICOS: DE VENTO EM POPA – PARTE I

Por Tébis Oliveira

Com o PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), a partir de 2004, e os leilões realizados pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica -, desde o final de 2009, a capacidade instalada de geração de energia eólica no Brasil, cresceu de 601 MW (Megawatts) em 2009 para 7,1 mil MW em setembro passado. As projeções são de que o volume ultrapasse 9 mil MW até dezembro de 2015.

Considerado um investimento promissor, esse mercado tem atraído geradoras tradicionais de energia como a Eletrosul e o Grupo Serveng e, principalmente, novos players como a Atlantic Energias Renováveis. Somente esses três empreendedores já possuem parques eólicos com 992,7 MW de capacidade instalada e outros 453,4 MW sendo acrescentados até 2018, resultado de novos projetos ou expansão de operações existentes.

Nesses 6 anos, várias arestas que comprometiam a alavancagem do setor foram sendo aparadas. Outras, nem tanto. Uma delas é o licenciamento ambiental, demorado e oneroso, na visão do diretor de engenharia da Eletrosul, Ronaldo Custódio, afetando diretamente a competitividade dos projetos no mercado brasileiro.

Mesmo assim a área evoluiu muito, avalia José Roberto de Moraes, presidente da Atlantic: “Os órgãos ambientais já conhecem bem o segmento eólico e tem melhorado sua relação com os investidores e a definição das condicionantes ambientais”, argumenta. Já o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ainda há complicadores relacionados aos sítios arqueológicos.

A questão regulatória acaba inibindo o mercado, também para Mário Ausgusto Lima e Silva, diretor da Serveng Energia. “Existe certo descompasso entre o fluxo de investimentos em novos projetos no setor eólico e os órgãos oficiais em âmbito municipal, estadual e federal”, afirma.

O principal desafio, no entanto, apontado por todos, é a carência de sistemas de transmissão. Só a Eletrosul deve investir R$ 3,2 bilhões na instalação e ampliação de linhas e subestações até 2018. “A velocidade de crescimento da rede é incompatível com o apetite dos investidores e a demanda por essa nova energia”, concorda Moraes.

Transmissão

 Criada em 1968, a Eletrosul, sediada em Florianópolis (SC), é uma empresa pública controlada pela Eletrobras, ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME). A busca por fontes alternativas visando diversificar a matriz energética nacional, resultado de um trabalho intenso de pesquisa e desenvolvimento, fez com que a empresa se consolidasse como a maior empreendedora em energia eólica no Sul do País.

Atualmente, através de parcerias estratégicas, ela finaliza a implantação do maior complexo eólico da América Latina (veja tabela III), com capacidade instalada de 583 MW (Megawatts), o Campos Neutrais, no Rio Grande do Sul (RS). Segundo Ronaldo Custódio, a próxima meta, antes de pensar em novos projetos, é ampliar os sistemas de transmissão do estado. Para isso, a Eletrosul vai investir mais de R$ 3,2 bilhões, até 2018, em concessões obtidas no Leilão 04/2014 da ANEEL.

Os projetos, que incluem também o Estado do Mato Grosso do Sul, totalizam 2,1 km de linhas, 8 novas subestações e a ampliação de outras 16 existentes. “Não há como planejar novos projetos eólicos de grande porte sem esse sistema de transmissão. Após essas obras, poderemos retomar os investimentos no segmento eólico”, explica Custódio.

Expansão

Embora críticas da falta de uma infraestrutura adequada de transmissão, outras duas empresas continuam a expandir seu portfólio eólico: a Atlantic e a Serveng Energia.

Holding composta pela britânica Actis (60%), pela brasileira Pattac (24%) e pela espanhola Servinoga S.L. (16%), a Atlantic foi fundada em 2009, em Curitiba (PR). Hoje, já possui empreendimentos eólicos e hidrelétricos no Piauí (PI), Bahia (BA), Rio Grande do Sul (RS) e em Santa Catarina (SC).

Na geração eólica, quatro projetos estão cadastrados para participar dos leilões da ANEEL. Dois são complexos em implantação na Bahia: Licínio de Almeida, com 180 MW de capacidade instalada, e Tanque Novo (166 MW). Os dois restantes são obras de expansão: do complexo Santa Vitória do Palmar (RS), em 150 MW, e do complexo Lagoa do Barro (PI), em 27 MW.

Em operação desde 2015 estão o Eurus II e o Renascença V, no Rio Grande do Norte, e Morrinhos, na Bahia (veja tabela I). Segundo Moraes, os parques Eurus II e Renascença V, em conjunto, alcançaram fator de capacidade de 79,2% em agosto passado, conforme relatório do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O índice foi o maior entre os parques eólicos em operação no Brasil no período avaliado.

Moraes diz que o plano é chegar a 652 MW de capacidade instalada até o final de 2018. Em 2016, os acionistas da holding devem discutir o segundo business plan para atingir o pipeline de 1 GW (Gigawatt) em projetos eólicos.

Já a Serveng Energia integra o Grupo Serveng, que atua na área de infraestrutura desde 1954 e agrega empresas de mineração, transportes e desenvolvimento imobiliário. No setor de geração de energia elétrica, o único empreendimento era, até pouco tempo, a UHE Corumba IV, em Goiás. Desde 2014, a divisão passou a investir em geração eólica, através do projeto Ventos Potiguares.

“Por enquanto, nosso interesse permanece no Rio Grande do Norte (RN). A decisão de diversificar para outros estados é estratégica e será avaliada antes de cada leilão da ANEEL”, explica Lima e Silva. No estado, a empresa possui 10 parques eólicos em operação e outros cinco em implantação ou expansão (veja tabela II).

Em sua opinião, o crescimento do mercado brasileiro de energia eólica será constante nos próximos 20 anos, a uma taxa de 1 GW, no mínimo, ao ano. “Nossa estratégia é continuar crescendo neste mercado, aos poucos, mas de forma contínua”, complementa o executivo.